Como é alucinógeno
esse desejo, esse desejo que vem como ondulação, de pouco a pouco,me
fazendo querer ir cada vez mais e mais ao começo dos meus
instintos, ao começo do meu querer, ao começo do que eu realmente
“ser”. Mas tenho medo, de não ser aquilo que espero ou penso,
tenho medo de não ser aquilo que busco, almejo. Tenho medo de ter
medo, e isso sim é assustador, as portas do meu quarto estão
trancadas mas você insiste em vir pelas janelas, se arriscar onde
nem eu sei onde estou, e isso é fascinante, intrigante, vias, rotas
de fugas me aparecem por todos os cantos, todos os lados, um passo é
arriscado de mais, um passo é fatal da claridade que me encontro, da
insanidade que me ronda e me persegue, tudo para encontrar você.
Douglas Almeida Vergilio
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